terça-feira, 15 de março de 2011

Ad infinitum

CN


"A felicidade só é real quando compartilhada"

O mundo. Um moinho.

Eu.

"Ainda é cedo amor, mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Presta atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
E em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés"
(Cartola)

"Inexorável"

Ana Lívia. 


"Sou uma mulher do século XIX
disfarçada em século XX"  -Ana C.

^^

Na palma. Sua mão.

Luciana.


Soneto
  Ana C.

Pergunto aqui se sou louca
Quem quem poderá dizer
Pergunto mais, se sou sã
E ainda mais, se sou eu

Que uso o viés para amar
E finjo fingir que finjo
Adorar o fingimento
Fingindo que sou fingida
(...)

Tudo que um dia durou se torna eterno.

"Se as coisas são inatingíveis... ora!


Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!"
 
(Mário Quintana)





Não importa.


"A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas." 
(Mário Quintana)

Lúcido


"Ver muito lucidamente prejudica o sentir demasiado." (Fernando Pessoa)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Tempos longe.Bons.

Pedro Lucas. Maralice. Eu. Jordan.

"Na minha memória, tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos." (Caio F.)

Cansada...

Eu.

"Segredos cansados de sua tirania
tiranos que desejam ser destronados
Segredos, silenciosos, de pedra,
sentados nos palácios escuros
de nossos dois corações:
segredos cansados de sua tirania:
tiranos que desejam ser destronados."
                                     Ana C.

A lição.


“Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida me enfia pela goela a baixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar um café e continuar.” (Caio F.)
 
Maralice e Pedro Lucas

"Sem tempo para compreenderem. Abraçaram-se fortemente..." (Caio F.) 

Cheiro

Ana Isadora e eu.

Que deslize
Ana C.

Onde seus olhos estão
as lupas desistem.
O túnel corre, interminável
pouco negro sem quebra
de estações.
Os passageiros nada adivinham.
Deixam correr
Não ficam negros
Deslizam na borracha
carinho discreto
pelo cansaço
que apenas se recosta
contra a transparente
escuridão.

"Sôrri"

 
Maralice Eugênia


“A vida grita, e a luta continua” (Caio F.)