segunda-feira, 14 de março de 2011

Cheiro

Ana Isadora e eu.

Que deslize
Ana C.

Onde seus olhos estão
as lupas desistem.
O túnel corre, interminável
pouco negro sem quebra
de estações.
Os passageiros nada adivinham.
Deixam correr
Não ficam negros
Deslizam na borracha
carinho discreto
pelo cansaço
que apenas se recosta
contra a transparente
escuridão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário